domingo, 26 de julho de 2015

Selma: Um luta pela igualdade

Por: Guilherme Serratti, Gustavo Carlesso e Rodrigo Rittmann
O filme Selma: Uma luta pela liberdade se passa nos Estados Unidos, no estado do Alabama, aonde se encontra uma pequena cidade chamada Selma. No filme, Ava DuVernay  mostra uma história verídica de preconceito racial com foco na vida de Martin Luther King após a premiação do Nobel da Paz em outubro de 1964, aonde ele recebeu por conquistar o direito do voto aos negros no estado do Alabama. A luta pelos direitos civis começa na cidade de Selma, que por sua vez tem maioria negra reprimida pela minoria branca, assim sempre ressaltando o poder que Martin Luther King tem sobre a comunidade negra.
DuVernay mostrou, com perfeição, a luta pelos direitos eleitorais, a logística demonstrada por Martin Luther King nas marchas ocorridas na cidade e o moralismo. A diretora enfatizou a sabedoria de King em organizar marchas com o espírito igualitário.
Apesar de minoria na cidade de Selma, os brancos com o apoio do estado conseguiam reprimir os negros inibindo o poder de voto. O preconceito é demonstrado de forma explícita no filme, como na cena em que uma senhora negra tenta adquirir o título de eleitor, é negada pelo simples fato de ser negra. Outras cenas de preconceito no filme são mostradas com violência sem piedade, como na morte de um jovem negro após o término de uma manifestação pacífica interrompida pelos policias.
Um tema que poderia ter sido mais tocado no filme é a alienação da população, abrindo espaço para uma análise dos efeitos de Martin Luther King para a nossa época e se as marchas pelos direitos civis tiveram um resultado tão grande como pensávamos. Apesar de hoje em dia ter um presidente negro, os Estados Unidos continuam carregando a fama de um país preconceituoso.
Selma é um filme que nos permite ver e compreender a questão do preconceito existente até hoje nos Estados Unidos. Apesar de ser a grande potência mundial e ser considerado um dos países mais evoluídos do mundo, as minorias de sua população sofrem com preconceito, seja ele racial, xenofóbico ou homofóbico. O longa-metragem ainda conta uma parte da história de um dos grandes heróis da cultura negra, que defendeu arduamente os direitos dessa parcela da população. Podemos ainda perceber a questão da alienação de muitas pessoas e a ignorância em relação às diferenças, além disso em diversos momentos nos emocionamos com a perseverança e nos indignamos com a violência utilizada pelos policiais em cima dos manifestantes.



sábado, 25 de julho de 2015

Hotel Ruanda: Uma história e uma reflexão

Por: Felipe Brandão e Rafaela Fridrich
Hotel Ruanda é um filme de 2004, com direção de Terry George e estrelado por Don Cheadle (como Paul Rusesabagina), Sophie Okonedo (como Tatiana Rusesabagina), Joaquim Phoenix (como Jack Daglish) e Nick Nolte (como coronel Oliver), que conta a história da vida real de Paul Rusesabagina. Paul (hutu) era um cidadão de Ruanda casado com Tatiana Rusesabagina (tutsi) e gerente do hotel Les Mille Collines, em Kigali, capital de Ruanda. Tudo começa em 1994 quando os presidentes de Ruanda e Burundi morrem em um atentado. Imediatamente, os hutus entram em guerra com os tutsis, dando início a matança de tutsis. Com a tensão e morte de governantes, os turistas que estavam no hotel de Paul retornam aos seus países. Com isso, o número de refugiados procurando local com segurança para se abrigar só aumentava. Paul decidiu, então, proteger em seu hotel sua família e as centenas de refugiados. Durante cem dias, em torno de um milhão de pessoas foram mortas nesse massacre que é um dos mais sangrentos de todos os tempos, conhecido por Genocídio de Ruanda. Com esse ato de generosidade, amor ao próximo e coragem, Paul Salvou sua família e mais de 1200 tutsis. 
A diversidade étnica do continente africano é um dos fatores responsáveis por desencadear vários conflitos armados, como o visto no filme. O conflito entre hutus e os tutsis ocorreu por causa dos processos de colonização e descolonização dos países africanos, pois os colonizadores não respeitaram as diferenças culturais entre as etnias e colocaram, em algumas situações, os dois grupos em um mesmo território. Os belgas assumiram a posse de Ruanda em 1919 após a derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial. Quando foram embora, deixaram no poder os tutsis, que eram 15% da população. Mesmo sendo a minoria, foram escolhidos pelos belgas por terem a cor de pele mais clara, o nariz mais fino e por serem mais altos (legítimo ato de preconceito). Em uma atitude de ganância, os europeus deixaram o território africano, depois de explorarem a grandiosa riqueza natural do continente, com graves problemas econômicos e sociais. Atualmente, tem várias pessoas que pensam que os negros devem ser mortos, presos ou não devem ter os mesmos direitos que as pessoas brancas. A sorte, é que quem pensa assim é uma minoria das pessoas. A atitude de Paul é de uma pessoa com um caráter grandioso, onde ele defende pessoas do grupo rival em seu hotel. Com a atitude, Paul ficou internacionalmente conhecido quando o filme lançou. 
        O filme mostra o que aconteceu em Ruanda, nos fazendo pensar e refletir sobre algo além da nossa realidade. Atualmente é ilegal falar sobre etnia em Ruanda, pois, segundo o governo, isso evita mais derramamento de sangue. Hotel Ruanda é mais que um filme sobre guerra e morte, ele passa uma mensagem de esperança e conscientização para a humanidade. 

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Uma outra maneira de ver essa História americana

   Por: Gabriela Souza e Giovanna Machado
   O filme "A Outra História Americana" relata a historia de uma família americana do subúrbio em que Derek, o filho mais velho, participa de um grupo de skinheads que segue ideais nazistas, não aceitando os benefícios que o governo dá aos negros e com o objetivo de eliminar eles do seu bairro. Entretanto, após ir para a prisão, a visão de mundo para Derek fica diferente.  
   O filme demonstra nitidamente a questão do preconceito que está presente na sociedade até hoje.  Derek, a personagem principal, é o líder do movimento de skinheads do bairro que tem muitos seguidores. Ele possui um enorme preconceito contra os negros, não aceitando a convivência com os mesmos e acaba sendo influenciado por pessoas que seguem essa ideologia a fazer com que esse ódio cresça cada vez mais. Em uma noite, Derek é avisado de que dois negros estão roubando o carro dele. Sem pensar duas vezes, ele sai correndo com uma arma e sabe exatamente o que vai fazer: matá-los sem qualquer culpa.  
   O ator principal do filme expressa bem os sentimentos de cada cena, visto que o foco do filme está centrado na nova percepção que Derek tem sobre a sociedade após cumprir três anos de prisão, a ele é atribuída à nova percepção de que todos são iguais e o preconceito não tem fundamento.  Esse novo pensamento se dá em parte pela vivência com negros dentro da cadeia, em que um, em especial, trata-o bem e alegremente apesar de saber o motivo dele estar ali. Desse modo, Derek sai da cadeia totalmente diferente, com o desejo de recomeçar uma vida sem preconceitos e, principalmente, impedir que seu irmão siga o mesmo pensamento que ele possuía.  
   Uma crítica a ser feita é a maneira como o diretor do filme mostra o perfil de quem tem preconceito. Sabe-se que existem muitas pessoas que praticam a xenofobia e o racismo mesmo não participando de grupo de skinheads, que não possuem o cabelo raspado ou tatuagens pelo corpo. Muito mais do que julgar pela aparência física, deve-se ter a consciência e buscar combater o preconceito que está nas raízes culturais e ideológicas das pessoas. 
   O filme possui várias cenas de flashbacks que nos permite ver tudo que se passou pela vida do personagem, inclusive diferenciando as cenas com tons de preto e branco para delimitar as lembranças de Derek.  A narrativa mostra com muita qualidade a maneira com que o racismo toma conta das pessoas, inclusive tendo influência por parte dos pais, amigos e professores, tornando as pessoas cegas, insensíveis e violentas pelo ódio criado e alimentado na mente delas. “A Outra História Americana” se mostra um filme muito comovente que sensibiliza fortemente e faz refletir quem o assiste. 

terça-feira, 21 de julho de 2015

NO: Uma viagem ao plebiscito chileno

      Por: Beatriz Vieira e Bianca Raicik
   Contextualizado no fim dos anos 80, no Chile, NO mostra o fim do regime militar chileno (governado por Augusto Pinochet). Com a pressão do povo e de outros países (como os Estados Unidos, por exemplo), organizou-se um plebiscito que confirmaria o desfecho, ou a permanência da ditadura militar. No filme, o foco vai para a criação das campanhas do plebiscito; ambos os lado (Sí e No) tinham direito de fazê-las, afim de persuadir o povo a algum dos lados. Então aparece a figura de René Saavedra, responsável por fazer a campanha do No, e que fez sua parte num capítulo muito relevante da História.
   Com direção de Pablo Larraín, o filme se situa perfeitamente no contexto inserido. Não mostra todo o conteúdo da era militar no Chile, mas cumpre o seu papel informativo sobre a parte final da ditadura, com a luta popular. O tema principal deste filme é o plebiscito e as campanhas referentes ao fim ou a continuidade do regime; mostrando o quanto a mídia influenciou na decisão dos votos do povo nesta parte da História do país. É muito bem representado o terror e a perseguição por quem era contra Pinochet, além de mostrar como a vida de Saavedra mudou após começar a trabalhar pro No, tendo sua vida pessoal observada e atacada pelo grupo opositor. 
   No entanto, mesmo com a realidade da época sendo bem explicada, o filme vira monótono. Não se via quase nada, além das campanhas se atacando e a violência do contexto. É claro que este era o foco do filme, mas o assunto da ditadura poderia ter sido melhor desenvolvido, colocando mais em evidência, talvez, o papel dos Estados Unidos, que começou apoiando o golpe militar, mas no fim apoiou a redemocratização por interesses econômicos.
   Mesmo assim, é um filme bem produzido e bem contextualizado, é recomendável pra quem estiver interessado em saber como ocorreu o plebiscito no Chile e a “guerra” das campanhas do mesmo.


segunda-feira, 6 de julho de 2015

Governo do Brasil



     O Brasil é uma república federativa constitucional presidencialista, forma adotada em 1889. O Chefe do Poder Executivo que acumula as funções de chefe de Estado e chefe de Governo é o Presidente da República, seguido pelo vice-presidente, ministros etc. O presidencialismo é considerado um dos mais modernos regimes de governo onde é guiado pela democracia (direito de todo cidadão participar, criticar e dar sugestões).
Atualmente, o Brasil é considerado um país democrático devido às suas conquistas de liberdade de expressão e, de direito de voto e informação alternativa, da elegibilidade para cargos públicos e das eleições livres.
    Porém, apesar destas conquistas, nós não vivemos uma democracia no Brasil, uma vez que estamos longe de alcançar a liberdade de expressão de uma maneira respeitosa, sem precisar agredir ao outro, longe de alcançar uma igualdade social, uma saúde e educação de qualidade, direitos básicos que eram para ser assegurados através de uma democracia. Além disso, convivemos com seguidos relatos de corrupção praticada por nossos representantes, que em vez garantir à liberdade, à igualdade, à segurança aos cidadãos brasileiros, fazem com que nossos sistemas sejam corrompidos.

Referências
http://www.estudopratico.com.br/democracia-brasil acessado às 11:37 01/07/2015
https://pt.wikipedia.org/wiki/Governo_do_Brasil acessado às 11:41 01/07/2015

Postado por Giovanna Machado



quarta-feira, 1 de julho de 2015

Hierarquias Governamentais

1)  FEDERAL

Presidente da República - é o chefe do Estado. 
Ministros (escolhidos pelo Presidente) - função de gerir as atividades ligadas à sua área e pôr
em prática as ações definidas pelo presidente.
Governadores - representação do estado. 
Senadores - representam o estado no Legislativo.
Deputados Federais - representam o povo no Legislativo.

2)  NOS ESTADOS

Governador 
Secretários (escolhidos pelo Governador) 
Deputados Estaduais - Deve determinar no campo das competências do estado, inclusive podendo propor, emendar, alterar e revogar leis estaduais. 
Prefeitos - Administra a cidade e realiza obras e serviço essenciais para a vida nas cidades. 

3) NOS MUNICÍPIOS

Prefeito 
Secretários (escolhidos pelo prefeito) - Trabalham em um Secretaria, exercendo funções relacionadas à saúde, educação, justiça, trabalho e agricultura.
Vereadores - função do Poder Legislativo na esfera municipal. 

"É difícil delinear até que ponto um cargo pode ser considerado “superior” ao outro. SANTOS
(2000) afirma que isto vai depender do grau de influência decisória e poder de agenda que o
cargo exerce em determinado contexto histórico ou político."

Referências


Postado por: Beatriz Vieira, Guilherme Serratti e Rodrigo Rittmann