Por: Guilherme Serratti, Gustavo Carlesso e Rodrigo Rittmann
O filme Selma: Uma luta pela liberdade se passa nos Estados Unidos, no estado do Alabama, aonde se encontra uma pequena cidade chamada Selma. No filme, Ava DuVernay mostra uma história verídica de preconceito racial com foco na vida de Martin Luther King após a premiação do Nobel da Paz em outubro de 1964, aonde ele recebeu por conquistar o direito do voto aos negros no estado do Alabama. A luta pelos direitos civis começa na cidade de Selma, que por sua vez tem maioria negra reprimida pela minoria branca, assim sempre ressaltando o poder que Martin Luther King tem sobre a comunidade negra.
DuVernay mostrou, com perfeição, a luta pelos direitos eleitorais, a logística demonstrada por Martin Luther King nas marchas ocorridas na cidade e o moralismo. A diretora enfatizou a sabedoria de King em organizar marchas com o espírito igualitário.
Apesar de minoria na cidade de Selma, os brancos com o apoio do estado conseguiam reprimir os negros inibindo o poder de voto. O preconceito é demonstrado de forma explícita no filme, como na cena em que uma senhora negra tenta adquirir o título de eleitor, é negada pelo simples fato de ser negra. Outras cenas de preconceito no filme são mostradas com violência sem piedade, como na morte de um jovem negro após o término de uma manifestação pacífica interrompida pelos policias.
Um tema que poderia ter sido mais tocado no filme é a alienação da população, abrindo espaço para uma análise dos efeitos de Martin Luther King para a nossa época e se as marchas pelos direitos civis tiveram um resultado tão grande como pensávamos. Apesar de hoje em dia ter um presidente negro, os Estados Unidos continuam carregando a fama de um país preconceituoso.
Selma é um filme que nos permite ver e compreender a questão do preconceito existente até hoje nos Estados Unidos. Apesar de ser a grande potência mundial e ser considerado um dos países mais evoluídos do mundo, as minorias de sua população sofrem com preconceito, seja ele racial, xenofóbico ou homofóbico. O longa-metragem ainda conta uma parte da história de um dos grandes heróis da cultura negra, que defendeu arduamente os direitos dessa parcela da população. Podemos ainda perceber a questão da alienação de muitas pessoas e a ignorância em relação às diferenças, além disso em diversos momentos nos emocionamos com a perseverança e nos indignamos com a violência utilizada pelos policiais em cima dos manifestantes.
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