Por: Beatriz Vieira e Bianca Raicik
Contextualizado no fim dos anos 80, no Chile, NO mostra o fim do regime militar chileno (governado por Augusto Pinochet). Com a pressão do povo e de outros países (como os Estados Unidos, por exemplo), organizou-se um plebiscito que confirmaria o desfecho, ou a permanência da ditadura militar. No filme, o foco vai para a criação das campanhas do plebiscito; ambos os lado (Sí e No) tinham direito de fazê-las, afim de persuadir o povo a algum dos lados. Então aparece a figura de René Saavedra, responsável por fazer a campanha do No, e que fez sua parte num capítulo muito relevante da História.
Com direção de Pablo Larraín, o filme se situa perfeitamente no contexto inserido. Não mostra todo o conteúdo da era militar no Chile, mas cumpre o seu papel informativo sobre a parte final da ditadura, com a luta popular. O tema principal deste filme é o plebiscito e as campanhas referentes ao fim ou a continuidade do regime; mostrando o quanto a mídia influenciou na decisão dos votos do povo nesta parte da História do país. É muito bem representado o terror e a perseguição por quem era contra Pinochet, além de mostrar como a vida de Saavedra mudou após começar a trabalhar pro No, tendo sua vida pessoal observada e atacada pelo grupo opositor.
No entanto, mesmo com a realidade da época sendo bem explicada, o filme vira monótono. Não se via quase nada, além das campanhas se atacando e a violência do contexto. É claro que este era o foco do filme, mas o assunto da ditadura poderia ter sido melhor desenvolvido, colocando mais em evidência, talvez, o papel dos Estados Unidos, que começou apoiando o golpe militar, mas no fim apoiou a redemocratização por interesses econômicos.

O filme é arte e não panfleto. O diretor analisa o final do governo de Pinochet indiretamente, trazendo um bela reflexão sobre o uso da mídia.
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