O filme Selma é a biografia de Martin Luther King, que em 1965 liderou a Marcha pelos Direitos Civis desde a cidade de Selma, no interior do Alabama, até a capital Montgomery. A campanha buscava a igualdade de direitos eleitorais para a comunidade afro-americana. O filme se passa na visão dos negros, que, através de atos racistas, são reprimidos pelos brancos.
Em 1965, os Estados Unidos eram considerados um dos países mais racistas do mundo. Mesmo após o direito de voto ser concedido aos negros, eles continuavam não recebendo o titulo de eleitor, pois quem concedia o título normalmente era um branco. Martin Luther King foi um pastor protestante e ativista político estadunidense. Tornou-se um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos e no mundo, com uma campanha de não violência e de amor ao próximo. Em 14 de outubro de 1964 King recebeu o prêmio Nobel da paz pelo combate à desigualdade racial, assim aumentando a sua reputação diante à luta contra o preconceito. Selma é a principal cidade do condado de Dallas, no Alabama. A sua população contava com 57% de negros, e desses 57%, apenas 1% tinha a idade suficiente para votar. A população negra também contava com 80% vivendo abaixo de pobreza e miséria.
A Outra História Americana demonstra a transformação mental das ideias nazistas implantadas por Hitler em seu período no comando da Alemanha, que até hoje são seguidas por grupos neonazistas e skins heads. O filme nos mostra uma visão de mundo não convencional, pois mostra o racismo na visão do preconceituoso.
O filme se passa em 1998, retratando a história de um homem neonazista, sempre ressaltando a ideia do falso nacionalismo americano, baseado nas ideias de Adolf Hitler, o que leva o protagonista a cometer atos hediondos, relacionados a racismo e xenofobismo. Ocorre uma espécie de lavagem cerebral, influenciando totalmente a mente de seus seguidores a ponto que elas mesmas não compreendem aquilo que estão defendendo, assim utilizando uma desculpa sem qualquer comprovação do fato argumentado.
Os dois filmes têm um mesmo assunto em comum: o preconceito. Mas, em Selma é mostrada a visão da vítima (ou seja: o negro), e em A Outra História Americana a visão é do preconceituoso (ou seja: do neonazista). Nos dois filmes é possível perceber como o meio em que estamos inseridos influencia em nossas atitudes e argumentos. Além disso, a violência é muito presente nos dois filmes, mostrando que as pessoas são capazes de fazer qualquer coisa para manterem o que acham certo. As duas histórias são uma realidade para as pessoas até hoje, pois o preconceito continua ocorrendo e junto a ele, a ignorância permanece na sociedade.
Escrito por: Guilherme Serratti, Gustavo Carlesso e Rodrigo Rittmann

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